
Original Bruxa
Selene
A Mãe do Silêncio
O silêncio que ela guarda é mais antigo que o medo.
Antes dos calendários
Registro Ancestral
A Crônica do Original
A Mãe do Silêncio. Sobreviveu ao caos primordial da magia tornando-se vácuo, sentinela adormecida cujo despertar foi forçado pelo véu que rasgou.
No princípio, a magia não passava de um ruído ensurdecedor, uma força bruta que estilhaçava qualquer mente que tentasse contê-la. Selene não foi a arquiteta desse caos, mas uma das que sobreviveu a ele. Enquanto muitos eram consumidos pelo estrépito do éter, ela agiu como um receptáculo, forçando a energia à obediência e impondo uma quietude absoluta. Para conter tamanha fúria, Selene transformou o próprio espírito em um vácuo, convertendo o tumulto primordial em uma ferramenta de sobrevivência e proteção.
Dessa maestria nasceu o seu título e o seu propósito. O mundo passou a conhecê-la como a Mãe do Silêncio não apenas pela sua natureza, mas pela forma letal com que protegia os seus. Naquela época, a terra era infestada por caçadores implacáveis que perseguiam qualquer rastro de magia. Selene, porém, tornou-se o terror desses perseguidores: ela tinha o poder de silenciar um caçador antes mesmo que ele pudesse gritar ou sacar uma arma, apagando sua existência na mais completa quietude. Aqueles que ela escolhia para manter ao seu redor eram os únicos que conheciam a paz sob sua guarda.
Para garantir a sobrevivência das bruxas e daqueles que buscavam refúgio, Selene utilizou sua magia para erguer um santuário oculto, um lugar que as leis do mundo não podiam alcançar. Ela teceu um feitiço de ocultamento tão profundo que nem o mais perspicaz dos caçadores seria capaz de encontrar. No entanto, o custo para manter esse refúgio invisível e protegido através das eras foi o seu próprio descanso. Selene mergulhou em um sono profundo e eterno, servindo como a âncora viva que mantinha o esconderijo selado enquanto o tempo passava do lado de fora.
O mundo esqueceu seu rosto e seu sobrenome original, restando apenas a lenda da sentinela adormecida. Selene permaneceu imóvel por séculos, perdida em um vazio necessário para a segurança de seu povo, vigiando o silêncio em seus sonhos. Contudo, esse repouso milenar foi subitamente interrompido. Algo que aconteceu na terra, um evento de natureza oculta, reverberou através das camadas de sua magia e a despertou. O silêncio que ela mantinha foi quebrado por um chamado que ninguém ouviu, e a Mãe do Silêncio abriu os olhos novamente para um mundo que já não se lembrava por que deveria temê-la.
Códice
Títulos & Esferas de Influência
Aliases
- A Remanescente
- O Eco da Extinção
- A Mãe do Silêncio
- A Sombra do Sono
Esferas de Influência
- A congregação do silêncio primordial
- O tecelar da inexistência
- A geometria dos pactos etéreos
- O oráculo dos espelhos partidos
Códice
Motivos Visuais
Atmosfera
lua, silêncio, neblina prateada, espelhos quebrados
- Lua mate, sem brilho — luz que não reflete.
- Espelhos quebrados em altares limpos.
- Vestes pálidas, mãos cobertas, olhos sem traço.
- Quartos vazios onde o eco se recusa a existir.
Símbolo
Marca usada por linhagens diretas e iniciados próximos.
Códice
Impacto no Roleplay
Diretrizes
- A fala é uma fraqueza que revela a posição; a comunicação ocorre por símbolos e mudras.
- Pactos selados sem palavras, baseados apenas na intenção e na troca de olhares.
- A magia é usada para apagar rastros, memórias e sons, garantindo o ocultamento.
- Ela é citada como uma lacuna na história, raramente vista e jamais explicada em voz alta.
Legado
- Origem das linhagens de bruxaria mais reservadas.
- Sua doutrina forma a base do silêncio ritual.
- Inspira ordens que se comunicam por símbolos e gestos.